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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Conferência do presidente da direcção em Coimbra

Coimbra, 5 de Junho de 2012 – conferência (resumo)

A arqueologia do ponto de vista do pensamento crítico contemporâneo: alguns tópicos

por

Vítor Oliveira Jorge

Professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; investigador do CEAUCP

Creio que a publicação, em 2004 (Londres, Routledge), do livro “Archaeology and Modernity”, pelo meu colega Julian Thomas, da Universidade de Manchester, marca uma importante ruptura com as reflexões anteriores, mesmo dos autores ditos “pós-processuais”, percebendo que a renovação da arqueologia e da teorização da sua prática tem de se compreender “de fora” da disciplina. A arqueologia é um produto da modernidade, e esta tem sido analisada e pensada por numerosos autores que não podemos ignorar, e que continuam a aparecer constantemente. Muitos desses autores não se apresentam propriamente como “filósofos, ou teóricos desta ou daquela área do saber, mas questionaram a própria maneira como a produção do saber costumava ser questionada/teorizada. Ou seja, pensar a arqueologia hoje é uma tarefa muitíssimo mais exigente do que há algumas décadas. Implica uma postura de inter e transdisciplinaridade radical, muito difícil de conseguir, porque obviamente se tem de partir dos problemas da arqueologia e, ao mesmo tempo, conseguir vê-los a partir de fora, como se não fôssemos arqueólogos. Exercício quase acrobático, porque o discurso arrasta-nos sempre para o senso comum vigente. É isso que se pode considerar uma postura crítica, absolutamente básica para se conectar a arqueologia com o conhecimento contemporâneo e para lhe permitir o diálogo com as grandes questões políticas, filosóficas, científicas que se nos colocam na era pós-moderna do capitalismo financeiro neoliberal.

Falta talvez fazer qualquer coisa como um livro chamado por exemplo “Arqueologia e Pós-Modernidade”, prolongando a obra de J. Thomas, e entendendo por pós-modernidade uma palavra convencional que designa o facto de, não se tendo cumprido muitos ideais da modernidade, estarmos numa época em que o ideário do mercado, do empreendedorismo, das sociedades de controlo extremamente subtil e invasor corta com esse próprio ideário da “primeira modernidade”. Sem conhecer (o que não significa subscrever, é óbvio) as reflexões de pensadores como, por exemplo, Jacques Derrida, Giorgio Agamben, ou Slavoj Zizek, entre imensos outros, é minha convicção de que não só não percebemos o mundo em que nos encontramos, como não entendemos por que razão a universidade continua a legitimar (e a legitimar-se) numa visão da história que é anacrónica, enganadora, diria mesmo perigosamente conservadora, e que, reflectida em arqueologia (ainda muito enfeudada à prática histórica) leva a uma situação de impasse entre as indústrias do património (que vendem às massas um passado domesticado), os trabalhos de pesquisa por projectos curtos (tipo mestrados/doutoramentos de Bolonha, etc) que em geral produzem mais do mesmo à pressa, ou o trabalho empresarial na sua maioria preso à mesma lógica de “curto-prazismo” própria do sistema em que estamos mergulhados. Mas a história não parou, nem muitos de nós, seres humanos, se recusaram a pensar para fora das fronteiras deste horizonte imperial que se pretende apresentar como natural, indesmentível, inequívoco, quiçá eterno. Sem cair na pressa das soluções rápidas, que se situam na mesma lógica e portanto se sujeitam à carnavalização do adversário, há que ousar pensar uma nova arqueologia para uma nova forma de comunidade que, por vias travessas talvez, é uma comunidade que há-de vir.

O pensamento crítico contemporâneo coloca os problemas radicais que são os que podem motivar uma arqueologia adulta, liberta da tutela da história narrativa, sequencial, teleológica, legitimadora de uma concepção do tempo banal e retrógrada, como já Walter Benjamin apontou.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Conferência

CONFERÊNCIA
PELO PROF. FERNANDO MATOS RODRIGUES
ANTROPÓLOGO, PROF. DO CURSO DE MESTRADO INTEGRADO EM ARQUITECTURA
ESAP, PORTO

SOBRE
Cartografias do espaço doméstico. As Ilhas do Porto - um estudo de caso

PROMOVIDA PELA SPAE
DIA 14 DE ABRIL DE 2012
15 HORAS
CENTRO UNESCO DO PORTO
(R. JOSÉ FALCÃO, 100 - PERTO DA LIV. LEITURA)

ENTRADA LIVRE

A SPAE AGRADECE A COLABORAÇÃO DA FUNDAÇÃO ENG.º ANTÓNIO DE ALMEIDA, QUE NOS CEDE A SALA DO CENTRO UNESCO GRACIOSAMENTE.

terça-feira, 22 de março de 2011

Relembro! CONFERÊNCIA



O conferencista - 26 Março 2011.


Um dos slides mostrados durante a conferência.


Um aspecto da assistência.





O croquis da área intervencionada de Castanheiro do Vento (V. N. de Foz Côa).



Slides mostrados durante a conferência.


Um aspecto da assistência.



José Manuel Varela durante a sua conferência.






Por José Manuel Varela
arqueólogo, doutorando da FLUP

CONSTRUIR LUGARES - HUMANIZAR A PAISAGEM

Dia: 26 de Março de 2011
Local: Centro Unesco do Porto

R. José Falcão, 100
16 horas
Entrada livre

colaboração da Fundação Eng.º António de Almeida, a quem muito agradecemos.




quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Neolítico. Progresso. Revolução. Ou, a suspensão do substantivo. - Contributos para uma revisão crítica da ideologia da "ciência pré -histórica"


Aspectos da assistência






Alguns dos slides apresentados. A conferência consistiu sobretudo na apresentação de um texto de grande qualidade e inovação.






Três momentos da conferencista.













Conferência promovida pela ADECAP


Centro Unesco do Porto
R. José Falcão, 100

Dia 26 de Fevereiro de 2011 às 15 horas

sobre


Neolítico. Progresso. Revolução. Ou, a suspensão do substantivo.
- Contributos para uma revisão crítica da ideologia da "ciência pré -histórica"

por Joana Alves Ferreira

doutoranda em Arqueologia pela Faculdade de Letras do Porto


agradece-se a colaboração logística da Fundação Eng.º António de Almeida




Entrada livre

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Walter Benjamin e a história



CONFERÊNCIA NO CENTRO UNESCO DO PORTO, SÁBADO, 12 DE MARÇO DE 2011 ÀS 15 HORAS


R. José Falcão, 100 (junto à Livraria Leitura)
Promovida pela

Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia

ENTRADA LIVRE

agradece-se a colaboração da Fundação Eng. António de Almeida

Walter Benjamin: Um filósofo a contrapelo da história

Por Maria João Cantinho

Mais do que nunca, a visão optimista da história, nos tempos que vivemos, revela-se ilusória, algo que Walter Benjamin já compreendera muito bem, nas teses que escreveu sobre a História, em 1940. Texto paradigmático e inclassificável, "Sobre o Conceito de História" vem mostrar-nos a possibilidade de efectuar uma abertura no próprio coração da história, a qual possibilita uma visão, segundo Benjamin, "actual" e integral, de natureza figurativa. Mas essa visão constrói-se às avessas do optimismo e da visão progressista da história. Para que o olhar alucinado do "Anjo da História" não nos torture, é preciso andar a contrapelo da mesma.

_____________________

Maria João Cantinho é ensaísta, crítica literária, poeta, e concluíu recentemente uma tese de doutoramento sobre Walter Benjamin.

A questão da história na visão de Benjamin é de crucial importância.

Por isso se puder não perca esta iniciativa!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A construção da Arqueologia como um campo disciplinar no Brasil

Conferência a proferir pela Professora Tania Andrade Lima com o
título " A construção da Arqueologia como um campo disciplinar no
Brasil", em 14 de Fevereiro de 2011,as 18,30 h, no Anfiteatro Nobre, no âmbito do Doutoramento de
Arqueologia (DCTP-FLUP) e do CEAUCP (Centro de Estudos Arqueológicos das
Universidades de Coimbra e Porto).

A Professora Tania Andrade Lima é doutora em Ciências pela Universidade
de São Paulo, Professora Associada do Departamento de Antropologia do
Museu Nacional /Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o
Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e é curadora do acervo
arqueológico daquela instituição. Pesquisadora do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), desenvolve pesquisas em
Arqueologia Pré-Histórica e Histórica, tendo sido vice-presidente e
presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

Entrada Livre

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CONSTRUIR LUGARES - HUMANIZAR A PAISAGEM - Conferência promovida pela ADECAP


Por José Manuel Varela
arqueólogo, doutorando da FLUP

CONSTRUIR LUGARES - HUMANIZAR A PAISAGEM

Dia: 26 de Março de 2011
Local: Centro Unesco do Porto

R. José Falcão, 100
16 horas
Entrada livre

colabaração da Fundação Eng.º António de Almeida, a quem muito agradecemos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Conferência


Dia 4 de Dezembro de 2010, sábado
15,30 h.
Centro Unesco do Porto - R. José Falcão 100 (perto da livraria Leitura)
Conferência, com entrada livre, promovida pela ADECAP,
de Ana Margarida Vale, doutoranda da FLUP
sobre
CASTANHEIRO DO VENTO, UM SÍTIO DO CONCELHO DE VILA NOVA DE FOZ CÔA: PARTICULARIDADES E PROBLEMAS DE INTERPRETAÇÃO DE UM ESPAÇO DE HÁ 5/4.000 ANOS



Colab. Fund. Eng. António de Almeida


Antes, às 14,30 h, haverá a AG anual da ADECAP - pedimos a todos os sócios que compareçam e que actualizem as suas quotas, pois a associação passa por uma situação de grande dificuldade financeira

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Conferência

A ADECAP promove uma conferência pelo Doutor Gonçalo Leite Velho, do Instituto Politécnico de Tomar, no dia 28 de Novembro de 2009, às 15,30 horas, no Centro Unesco do Porto (R. José Falcão, 100 - perto da livraria Leitura), subordinada ao tema:


RECONSTRUÇÃO EM ARQUEOLOGIA: POSSIBILIDADES E LIMITES



Entrada livre.
Aproveite para se fazer sócio da ADECAP e levar já consigo o volume 12, de 2009, da revista Journal of Iberian Archaeology.