Associação para o Desenvolvimento da Cooperação em Arqueologia Peninsular - Associação cultural e científica sem fins lucrativos, fundada no Porto em 1997.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Notícia da última AG
Na Assembleia Geral do passado dia 1 de Junho de 2012, devidamente publicitada entre todos os sócios, foi eleito, por unanimidade, para o mandato que termina em fins de 2012, e devido a prévio pedido de demissão do anterior detentor deste cargo:
António Manuel Pinto da Silva - Presidente da Mesa da Assembleia Geral
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Conferência
CONFERÊNCIA
Promovida pela SPAE (Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia)
No Centro Unesco do Porto
(R. José Falcão, 100 – perto da Livraria Leitura e nas imediações da Praça Carlos Alberto)
com a colaboração da Fundação Engenheiro António de Almeida (Porto)
Dia 2 de Junho de 2012, sábado, às 15 horas
Oradores:
Prof.a Doutora Glória Teixeira e Dr. Sérgio Silva
Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Tema:
“A Lei do Património Cultural e desenvolvimentos recentes no âmbito do Direito do Património Cultural'.
= Entrada livre =
Conferência do presidente da direcção em Coimbra
Coimbra, 5 de Junho de 2012 – conferência (resumo)
A arqueologia do ponto de vista do pensamento crítico contemporâneo: alguns tópicos
por
Vítor Oliveira Jorge
Professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; investigador do CEAUCP
Creio que a publicação, em 2004 (Londres, Routledge), do livro “Archaeology and Modernity”, pelo meu colega Julian Thomas, da Universidade de Manchester, marca uma importante ruptura com as reflexões anteriores, mesmo dos autores ditos “pós-processuais”, percebendo que a renovação da arqueologia e da teorização da sua prática tem de se compreender “de fora” da disciplina. A arqueologia é um produto da modernidade, e esta tem sido analisada e pensada por numerosos autores que não podemos ignorar, e que continuam a aparecer constantemente. Muitos desses autores não se apresentam propriamente como “filósofos, ou teóricos desta ou daquela área do saber, mas questionaram a própria maneira como a produção do saber costumava ser questionada/teorizada. Ou seja, pensar a arqueologia hoje é uma tarefa muitíssimo mais exigente do que há algumas décadas. Implica uma postura de inter e transdisciplinaridade radical, muito difícil de conseguir, porque obviamente se tem de partir dos problemas da arqueologia e, ao mesmo tempo, conseguir vê-los a partir de fora, como se não fôssemos arqueólogos. Exercício quase acrobático, porque o discurso arrasta-nos sempre para o senso comum vigente. É isso que se pode considerar uma postura crítica, absolutamente básica para se conectar a arqueologia com o conhecimento contemporâneo e para lhe permitir o diálogo com as grandes questões políticas, filosóficas, científicas que se nos colocam na era pós-moderna do capitalismo financeiro neoliberal.
Falta talvez fazer qualquer coisa como um livro chamado por exemplo “Arqueologia e Pós-Modernidade”, prolongando a obra de J. Thomas, e entendendo por pós-modernidade uma palavra convencional que designa o facto de, não se tendo cumprido muitos ideais da modernidade, estarmos numa época em que o ideário do mercado, do empreendedorismo, das sociedades de controlo extremamente subtil e invasor corta com esse próprio ideário da “primeira modernidade”. Sem conhecer (o que não significa subscrever, é óbvio) as reflexões de pensadores como, por exemplo, Jacques Derrida, Giorgio Agamben, ou Slavoj Zizek, entre imensos outros, é minha convicção de que não só não percebemos o mundo em que nos encontramos, como não entendemos por que razão a universidade continua a legitimar (e a legitimar-se) numa visão da história que é anacrónica, enganadora, diria mesmo perigosamente conservadora, e que, reflectida em arqueologia (ainda muito enfeudada à prática histórica) leva a uma situação de impasse entre as indústrias do património (que vendem às massas um passado domesticado), os trabalhos de pesquisa por projectos curtos (tipo mestrados/doutoramentos de Bolonha, etc) que em geral produzem mais do mesmo à pressa, ou o trabalho empresarial na sua maioria preso à mesma lógica de “curto-prazismo” própria do sistema em que estamos mergulhados. Mas a história não parou, nem muitos de nós, seres humanos, se recusaram a pensar para fora das fronteiras deste horizonte imperial que se pretende apresentar como natural, indesmentível, inequívoco, quiçá eterno. Sem cair na pressa das soluções rápidas, que se situam na mesma lógica e portanto se sujeitam à carnavalização do adversário, há que ousar pensar uma nova arqueologia para uma nova forma de comunidade que, por vias travessas talvez, é uma comunidade que há-de vir.
O pensamento crítico contemporâneo coloca os problemas radicais que são os que podem motivar uma arqueologia adulta, liberta da tutela da história narrativa, sequencial, teleológica, legitimadora de uma concepção do tempo banal e retrógrada, como já Walter Benjamin apontou.
terça-feira, 17 de abril de 2012
AG
Por iniciativa do Conselho Fiscal da Associação para o Desenvolvimento da Cooperação em Arqueologia Peninsular, dirigida aos elementos da Mesa da Assembleia Geral da Associação, foi requerida a realização de uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
1. Apreciação do pedido de demissão da Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ADECAP.
2. Apresentação pela Direcção do relatório de actividades e de contas do exercício de 2011, e do respectivo parecer do Conselho Fiscal.
3. Marcação de local, data e hora para se proceder à eleição do Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
4. Outros assuntos.
A Assembleia Geral reunirá, em primeira convocação, às 15:00h do dia 21 de Abril de 2012 na sede da ADECAP - R. Aníbal Cunha, 39-3º-sala 7 - Porto, e, em segunda convocação, às 15:30h do mesmo dia, com qualquer número de sócios. Chama-se a atenção para a importância da presença de todos.
ex
O Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ADECAP,
Sérgio E. Monteiro Rodrigues
sexta-feira, 23 de março de 2012
Assembeia Geral da ADECAP dia 31 de Março de 2012
ASSEMBLEIA GERAL
31.3.2012
CONVOCATÓRIA
NOS TERMOS DOS ESTATUTOS DA ADECAP, CONVOCO UMA ASSEMBLEIA GERAL PARA O DIA 31.3.2012, nas instalações do Centro Unesco do Porto, R. José Falcão, 100 - Porto) ÀS 14 HORAS, COM A SEGUINTE
ORDEM DE TRABALHOS
1) Apresentação e votação do relatório de actividades e de contas do ano de 2011, e do parecer do Conselho Fiscal.
2) Outros assuntos
A PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
SUSANA OLIVEIRA JORGE
No caso de haver atrasos/faltas de sócios, a AG realizar-se-á às 14,30 h. com qualquer número de sócios presentes. Seguir-se-á a anunciada conferência de João Tereso (UP), às 15 h. Esta última é de entrada livre.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Relatório de actividades de 2011
ADECAP
Relatório de actividades de 2011
1. Edição, lançamento (na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no dia 15 de Dezembro de 2011) e distribuição do vol. 14 (2011) da revista “Journal of Iberian Archaeology”, subsidiada pela FCT.
2. Continuação da dinamização do blogue http://adecap.blopspot.com, que é agora a via privilegiada de comunicação com os sócios e com os interessados em geral.
3. Realização de várias conferências (dinamização destas iniciativas de encontro e debate, que tanto falta fazem), no Centro Unesco do Porto sobre temas de arqueologia numa perspectiva crítica, e com entrada livre. Foram as seguintes: dia 26 de Fevereiro de 2011: Conferência da doutoranda em arqueologia (FLUP) Joana Alves Ferreira no Centro Unesco do Porto sobre “Neolítico. Progresso. Revolução. Ou, a suspensão do substantivo - Contributos para uma revisão crítica da ideologia da "ciência pré-histórica". Dia 26 de Março de 2011: Conferência do doutorando (FLUP) José Manuel Varela no Centro Unesco do Porto sobre “Construir lugares – humanizar a paisagem”. Dia 15 de Dezembro de 2011: Conferência, na Faculdade de Letras do Porto, da Doutora Patrícia Bruno, da Escola Superior Gallaecia (V. N. de Cerveira), promovida pela associação ADECAP em colaboração com a FLUP, e intitulada “Arquitecturas de Terra nos Espaços Domésticos Pré-históricos do Sul de Portugal. Sítios, estruturas, tecnologias e materiais”.
4. Colaboração nas escavações do sítio pré-histórico de Castanheiro do Vento, Vila Nova de Foz Côa, fundamentalmente em Julho de 2011, e em trabalhos de gabinete subsequentes. Disponibilização da sede da associação para estes trabalhos e outros a decorrer sobre o sítio de Castelo Velho de Freixo de Numão.
5. Realização de uma Assembleia Geral (no Centro Unesco do Porto) para apresentação do relatório de actividades e de contas de 2010 e do parecer do CF. Dia 26 de Março de 2011.
6. Realização de uma Assembleia Geral Eleitoral (no Centro Unesco do Porto) para eleição dos corpos sociais da ADECAP para o biénio 2011/2012. Única lista apresentada (idêntica, na sua constituição, aos corpos sociais que têm gerido a associação nos últimos anos):
Assembleia Geral
Susana Oliveira Jorge –Presidente – Profa. da FLUP
Sérgio Monteiro Rodrigues- Vice-Presidente - Prof. da FLUP
João Muralha Cardoso – secretário – Arqueólogo, bolseiro post doc da FCT
Direcção
Vítor Oliveira Jorge – Presidente - Prof. (entretento aposentado) da FLUP
Maria de Jesus Sanches – Vice-Presidente - Profa. da FLUP
Ana Margarida Vale – secretária – Arqueóloga, doutoranda da FLUP
Conselho Fiscal
Ana Maria Bettencourt – Presidente – Profa. da UM
José Manuel Varela – relator – Arqueólogo, doutorand0 da FLUP
Gonçalo Leite Velho – vogal - Prof. do IPT. Tomar
7. Continuação do esforço de publicitação da associação, de angariação de novos sócios, e de contacto pela internet com os já existentes.
8. Permanência regular, na sede, da secretária da direcção Ana Margarida Vale.
O Presidente da direcção
Vítor Oliveira Jorge
sábado, 10 de março de 2012
Colóquio/jornadas de estudo Giorgio Agamben
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Conferência
PELO PROF. FERNANDO MATOS RODRIGUES
ANTROPÓLOGO, PROF. DO CURSO DE MESTRADO INTEGRADO EM ARQUITECTURA
ESAP, PORTO
SOBRE
Cartografias do espaço doméstico. As Ilhas do Porto - um estudo de caso
PROMOVIDA PELA SPAE
DIA 14 DE ABRIL DE 2012
15 HORAS
CENTRO UNESCO DO PORTO
(R. JOSÉ FALCÃO, 100 - PERTO DA LIV. LEITURA)
ENTRADA LIVRE
A SPAE AGRADECE A COLABORAÇÃO DA FUNDAÇÃO ENG.º ANTÓNIO DE ALMEIDA, QUE NOS CEDE A SALA DO CENTRO UNESCO GRACIOSAMENTE.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Colóquio Giorgio Agamben - programa

Programa
Colóquio/jornadas de estudo
sobre o pensador italiano contemporâneo
Giorgio Agamben
(n. 1942)
http://www.iep.utm.edu/agamben/ (2005)
http://en.wikipedia.org/wiki/Giorgio_Agamben (2012)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Giorgio_Agamben (2012)
http://www.egs.edu/faculty/giorgio-agamben/biography/
http://www.facebook.com/profile.php?id=1731452550#!/events/235722089848171/
Dias 8 e 9 de Março de 2012 – Centro Unesco do Porto – R. José Falcão, 100 – colaboração da Fundação Eng.º António de Almeida, Porto – organização da SPAE e da ADECAP (associações científicas e culturais sem fins lucrativos sedeadas no Porto).
http://sociedadeportuguesaantropologia.blogspot.com
http://www.facebook.com/profile.php?id=1731452550#!/pages/Adecap/283944584999116
Entrada livre sem necessidade de inscrição préviauio
Coordenação conjunta de
Vítor Oliveira Jorge
http://www.facebook.com/profile.php?id=1731452550#!/profile.php?id=1731452550
E
Luís Carneiro
http://www.facebook.com/profile.php?id=1731452550#!/templesein
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Dia 8. Quinta-feira
9h00 Vítor Oliveira Jorge – Breve apresentação de Giorgio Agamben na perspectiva de uma pessoa sem formação em filosofia: por que interessa tanto a todos este pensador contemporâneo?
9h30 Luís Carneiro – Breve apresentação geral da obra/perfil filosófica/o de Giorgio Agamben
10h00 Cíntia Gil - Considerações sobre o contemporâneo
10h30 Gonçalo Leite Velho - Indelével: Gesto, Memória e Cinema
Debate (11h00-13h00)
15h00 André Dias – Contra a vontade
15h30 Rossana Mendes Fonseca – Assinatura, Enunciado, Arquivo
16h00 Viriato Porto - A comunidade que vem, ou o pós-anarquismo de Agamben
Debate (16h30-18h00)
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Dia 9. Sexta-feira
9h00 Maria José Barbosa - A experiência como mistério – leitura da história segundo Agamben
9h30 Joana Alves Ferreira - Homo qua Homo. O lugar singular de um corpo aprisionado. A obra O Aberto de Giorgio Agamben no contexto da relação entre homem e natureza, entre homem e técnica e entre natureza e história
10h00 Ana Vale - Paradigma e emergência em Arqueologia. Uma leitura dos textos: O que é um paradigma e Arqueologia Filosófica de Giorgio Agamben
10h30 Sérgio Gomes - O Passado, os Indícios e as Pistas: um cruzamento da leitura de Giorgio Agamben, Michel de Certeau e Tim Ingold