domingo, 9 de setembro de 2012

No Porto, 28 de Setembro de 2012



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

JIA de 2012



Boa tarde!
Vamos tentar publicar on line a revista "Journal of Iberian Archaeology" (vol. 15) pois não temos dinheiro para a edição em papel.
Seriam bem-vindos textos INÉDITOS de sobre temas de arqueologia peninsular, ou onde esta seja colocada no seu quadro mais alargado, geográfico ou teórico, em correcto inglês.
Cada artigo deve ser antecedido por favor de um curto resumo e 3 palavras-chave em português e inglês.
Obrigado.
Cordiais saudações
Vítor O. Jorge
Às pessoas interessadas em participar enviarei o meu e-mail por mensagem.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Começam hoje as escavações do sítio pré-histórico de Castanheiro do Vento (Vila Nova de Foz Côa), iniciadas em 1998 e nunca desde então interrompidas. Trata-se pois da 15a campanha. Contra ventos e marés, em grande dificuldade por vezes, com algum sacrifício pessoal, prosseguimos este projecto colectivo de pesquisa no meio da maior confusão no seio da organização da arqueologia portuguesa, e em certo baixar de braços de tantas pessoas, com a consciência de que é nosso dever cívico e político, os que ainda podemos fazê-lo, não apenas "amandar bocas", exarar protestos no conforto das nossas casas ou no ambiente mais ou menos festivo das ruas, mas praticar acções concretas de subjectivação e de pesquisa contra a des-subjectivação e a bandalheira de um mundo sem norte, sem valores, sem afectividades autênticas, profundas e duradouras, construídas na partilha do trabalho criador. De um mundo desumano, sem profundidade nem reflexão. De um mundo que não apela ao esforço construtivo, mas ao consumo fácil de banalidades. Contra isso lutei uma vida. E certamente muitos como eu. A arqueologia é um trabalho de equipa, não de "personalidades". Continuaremos a lutar enquanto pudermos.

Notícia da última AG


Na Assembleia Geral do passado dia 1 de Junho de 2012, devidamente publicitada entre todos os sócios, foi eleito, por unanimidade, para o mandato que termina em fins de 2012, e devido a prévio pedido de demissão do anterior detentor deste cargo:
António Manuel Pinto da Silva - Presidente da Mesa da Assembleia Geral

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Conferência



CONFERÊNCIA

Promovida pela SPAE (Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia)

No Centro Unesco do Porto

(R. José Falcão, 100 – perto da Livraria Leitura e nas imediações da Praça Carlos Alberto)

com a colaboração da Fundação Engenheiro António de Almeida (Porto)

Dia 2 de Junho de 2012, sábado, às 15 horas

Oradores:

Prof.a Doutora Glória Teixeira e Dr. Sérgio Silva

Faculdade de Direito da Universidade do Porto

Tema:

“A Lei do Património Cultural e desenvolvimentos recentes no âmbito do Direito do Património Cultural'.

= Entrada livre =

Conferência do presidente da direcção em Coimbra

Coimbra, 5 de Junho de 2012 – conferência (resumo)

A arqueologia do ponto de vista do pensamento crítico contemporâneo: alguns tópicos

por

Vítor Oliveira Jorge

Professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; investigador do CEAUCP

Creio que a publicação, em 2004 (Londres, Routledge), do livro “Archaeology and Modernity”, pelo meu colega Julian Thomas, da Universidade de Manchester, marca uma importante ruptura com as reflexões anteriores, mesmo dos autores ditos “pós-processuais”, percebendo que a renovação da arqueologia e da teorização da sua prática tem de se compreender “de fora” da disciplina. A arqueologia é um produto da modernidade, e esta tem sido analisada e pensada por numerosos autores que não podemos ignorar, e que continuam a aparecer constantemente. Muitos desses autores não se apresentam propriamente como “filósofos, ou teóricos desta ou daquela área do saber, mas questionaram a própria maneira como a produção do saber costumava ser questionada/teorizada. Ou seja, pensar a arqueologia hoje é uma tarefa muitíssimo mais exigente do que há algumas décadas. Implica uma postura de inter e transdisciplinaridade radical, muito difícil de conseguir, porque obviamente se tem de partir dos problemas da arqueologia e, ao mesmo tempo, conseguir vê-los a partir de fora, como se não fôssemos arqueólogos. Exercício quase acrobático, porque o discurso arrasta-nos sempre para o senso comum vigente. É isso que se pode considerar uma postura crítica, absolutamente básica para se conectar a arqueologia com o conhecimento contemporâneo e para lhe permitir o diálogo com as grandes questões políticas, filosóficas, científicas que se nos colocam na era pós-moderna do capitalismo financeiro neoliberal.

Falta talvez fazer qualquer coisa como um livro chamado por exemplo “Arqueologia e Pós-Modernidade”, prolongando a obra de J. Thomas, e entendendo por pós-modernidade uma palavra convencional que designa o facto de, não se tendo cumprido muitos ideais da modernidade, estarmos numa época em que o ideário do mercado, do empreendedorismo, das sociedades de controlo extremamente subtil e invasor corta com esse próprio ideário da “primeira modernidade”. Sem conhecer (o que não significa subscrever, é óbvio) as reflexões de pensadores como, por exemplo, Jacques Derrida, Giorgio Agamben, ou Slavoj Zizek, entre imensos outros, é minha convicção de que não só não percebemos o mundo em que nos encontramos, como não entendemos por que razão a universidade continua a legitimar (e a legitimar-se) numa visão da história que é anacrónica, enganadora, diria mesmo perigosamente conservadora, e que, reflectida em arqueologia (ainda muito enfeudada à prática histórica) leva a uma situação de impasse entre as indústrias do património (que vendem às massas um passado domesticado), os trabalhos de pesquisa por projectos curtos (tipo mestrados/doutoramentos de Bolonha, etc) que em geral produzem mais do mesmo à pressa, ou o trabalho empresarial na sua maioria preso à mesma lógica de “curto-prazismo” própria do sistema em que estamos mergulhados. Mas a história não parou, nem muitos de nós, seres humanos, se recusaram a pensar para fora das fronteiras deste horizonte imperial que se pretende apresentar como natural, indesmentível, inequívoco, quiçá eterno. Sem cair na pressa das soluções rápidas, que se situam na mesma lógica e portanto se sujeitam à carnavalização do adversário, há que ousar pensar uma nova arqueologia para uma nova forma de comunidade que, por vias travessas talvez, é uma comunidade que há-de vir.

O pensamento crítico contemporâneo coloca os problemas radicais que são os que podem motivar uma arqueologia adulta, liberta da tutela da história narrativa, sequencial, teleológica, legitimadora de uma concepção do tempo banal e retrógrada, como já Walter Benjamin apontou.

terça-feira, 17 de abril de 2012

AG

CONVOCATÓRIA - ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ADECAP

Por iniciativa do Conselho Fiscal da Associação para o Desenvolvimento da Cooperação em Arqueologia Peninsular, dirigida aos elementos da Mesa da Assembleia Geral da Associação, foi requerida a realização de uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
1. Apreciação do pedido de demissão da Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ADECAP.
2. Apresentação pela Direcção do relatório de actividades e de contas do exercício de 2011, e do respectivo parecer do Conselho Fiscal.
3. Marcação de local, data e hora para se proceder à eleição do Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
4. Outros assuntos.
A Assembleia Geral reunirá, em primeira convocação, às 15:00h do dia 21 de Abril de 2012 na sede da ADECAP - R. Aníbal Cunha, 39-3º-sala 7 - Porto, e, em segunda convocação, às 15:30h do mesmo dia, com qualquer número de sócios. Chama-se a atenção para a importância da presença de todos.
ex
O Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ADECAP,

Sérgio E. Monteiro Rodrigues

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assembeia Geral da ADECAP dia 31 de Março de 2012


ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA COOPERAÇÃO EM ARQUEOLOGIA PENINSULAR (ADECAP)

ASSEMBLEIA GERAL
31.3.2012



CONVOCATÓRIA



NOS TERMOS DOS ESTATUTOS DA ADECAP, CONVOCO UMA ASSEMBLEIA GERAL PARA O DIA 31.3.2012, nas instalações do Centro Unesco do Porto, R. José Falcão, 100 - Porto) ÀS 14 HORAS, COM A SEGUINTE

ORDEM DE TRABALHOS

1) Apresentação e votação do relatório de actividades e de contas do ano de 2011, e do parecer do Conselho Fiscal.
2) Outros assuntos

A PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL


SUSANA OLIVEIRA JORGE

No caso de haver atrasos/faltas de sócios, a AG realizar-se-á às 14,30 h. com qualquer número de sócios presentes. Seguir-se-á a anunciada conferência de João Tereso (UP), às 15 h. Esta última é de entrada livre.
A sessão estará terminada às 17,30 h.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Relatório de actividades de 2011

ADECAP

Relatório de actividades de 2011

1. Edição, lançamento (na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no dia 15 de Dezembro de 2011) e distribuição do vol. 14 (2011) da revista “Journal of Iberian Archaeology”, subsidiada pela FCT.

2. Continuação da dinamização do blogue http://adecap.blopspot.com, que é agora a via privilegiada de comunicação com os sócios e com os interessados em geral.

3. Realização de várias conferências (dinamização destas iniciativas de encontro e debate, que tanto falta fazem), no Centro Unesco do Porto sobre temas de arqueologia numa perspectiva crítica, e com entrada livre. Foram as seguintes: dia 26 de Fevereiro de 2011: Conferência da doutoranda em arqueologia (FLUP) Joana Alves Ferreira no Centro Unesco do Porto sobre “Neolítico. Progresso. Revolução. Ou, a suspensão do substantivo - Contributos para uma revisão crítica da ideologia da "ciência pré-histórica". Dia 26 de Março de 2011: Conferência do doutorando (FLUP) José Manuel Varela no Centro Unesco do Porto sobre “Construir lugares – humanizar a paisagem”. Dia 15 de Dezembro de 2011: Conferência, na Faculdade de Letras do Porto, da Doutora Patrícia Bruno, da Escola Superior Gallaecia (V. N. de Cerveira), promovida pela associação ADECAP em colaboração com a FLUP, e intitulada “Arquitecturas de Terra nos Espaços Domésticos Pré-históricos do Sul de Portugal. Sítios, estruturas, tecnologias e materiais”.

4. Colaboração nas escavações do sítio pré-histórico de Castanheiro do Vento, Vila Nova de Foz Côa, fundamentalmente em Julho de 2011, e em trabalhos de gabinete subsequentes. Disponibilização da sede da associação para estes trabalhos e outros a decorrer sobre o sítio de Castelo Velho de Freixo de Numão.

5. Realização de uma Assembleia Geral (no Centro Unesco do Porto) para apresentação do relatório de actividades e de contas de 2010 e do parecer do CF. Dia 26 de Março de 2011.

6. Realização de uma Assembleia Geral Eleitoral (no Centro Unesco do Porto) para eleição dos corpos sociais da ADECAP para o biénio 2011/2012. Única lista apresentada (idêntica, na sua constituição, aos corpos sociais que têm gerido a associação nos últimos anos):

Assembleia Geral

Susana Oliveira Jorge –Presidente – Profa. da FLUP

Sérgio Monteiro Rodrigues- Vice-Presidente - Prof. da FLUP

João Muralha Cardoso – secretário – Arqueólogo, bolseiro post doc da FCT

Direcção

Vítor Oliveira Jorge – Presidente - Prof. (entretento aposentado) da FLUP

Maria de Jesus Sanches – Vice-Presidente - Profa. da FLUP

Ana Margarida Vale – secretária – Arqueóloga, doutoranda da FLUP

Conselho Fiscal

Ana Maria Bettencourt – Presidente – Profa. da UM

José Manuel Varela – relator – Arqueólogo, doutorand0 da FLUP

Gonçalo Leite Velho – vogal - Prof. do IPT. Tomar

7. Continuação do esforço de publicitação da associação, de angariação de novos sócios, e de contacto pela internet com os já existentes.

8. Permanência regular, na sede, da secretária da direcção Ana Margarida Vale.

O Presidente da direcção

Vítor Oliveira Jorge

sábado, 10 de março de 2012

Colóquio/jornadas de estudo Giorgio Agamben



Anteontem e ontem, no Porto, fizemos o Colóquio Agamben, que correu muito bem e foi muito gratificante para todos quantos puderam/quiseram participar. Saúdo-os a todos e agradeço a maravilhosa participação, tanto em meu nome como do Luís Carneiro, como em nome da SPAE e ADECAP. Veja fotos nos meus álbuns e no site do evento do facebook, mal eu as coloque.